Caros colegas fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais, vocês sabiam que o método de Termografia Infravermelha permite observar padrões térmicos associados à atividade metabólica?
Esses padrões refletem respostas fisiológicas relacionadas à perfusão e ao metabolismo tecidual e, por isso, interpretar um termograma não significa simplesmente comparar valores isolados de temperatura.
O verdadeiro valor está em compreender como a radiação infravermelha se distribui na superfície corporal e como os padrões térmicos observados se relacionam com a fisiologia e com o contexto clínico do paciente.
Quando essa interpretação é realizada de forma estruturada e integrada à avaliação funcional, o termograma acrescenta uma nova dimensão ao raciocínio clínico, pois existe uma diferença fundamental entre visualizar um padrão térmico e saber interpretá-lo.
Essa competência exige formação técnica, conhecimento fisiológico e domínio do Método de Termografia Infravermelha e, sem essa estrutura, a imagem pode permanecer apenas como um registro térmico.
Já com formação adequada, seus achados podem ser contextualizados e transformados em informação fisiológica relevante para a avaliação funcional e é exatamente essa leitura que a Técnica Termofuncional desenvolve: reconhecer padrões, compreender sua correspondência fisiológica e correlacioná-los aos demais achados da avaliação.
Porque o diferencial do especialista não está simplesmente em identificar onde existe uma diferença térmica, mas está em compreender o significado fisiológico do padrão observado e saber até onde aquele achado permite interpretar.
É exatamente isso que a Termofuncional forma: o especialista que não se limita a observar o termograma, domina o método para interpretar a fisiologia em funcionamento.
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Dra. Paula Machado e Eng. Attílio Veratti
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